APJ
11/07/12 10:20 - Sorocaba

Conselho Municipal de Saúde cobra vigilância na rede pública

Unidades Pré-Hospitalares Norte e Oeste e três PAs estão sem vigias

José Antonio Rosa

Com uma média diária de quase três mil atendimentos, cinco unidades da rede municipal de saúde em Sorocaba estão, há mais de um mês, sem vigilância. Deixaram de contar com o serviço as duas Unidades Pré-Hospitalares (Norte e Oeste) e os três prontos-atendimentos. O contrato com a empresa responsável também pelo monitoramento por câmeras de vídeo foi rescindido, mas, até agora, não foi tomada qualquer medida para sanar o problema.

A denúncia foi apresentada quarta-feira na reunião do Conselho Municipal de Saúde, pelo presidente do Sindicato dos Médicos (Simesul), Antonio Sergio Ismael. Ele relatou o incidente havido segunda-feira na UPH da Zona Norte, quando um paciente se desentendeu com o profissional que o atendia.

O caso foi parar na polícia. "É um absurdo e uma omissão muito grave do poder público, permitir que numa cidade como Sorocaba, tanta gente fique exposta a risco. Médicos, funcionários, usuários, todos estão sujeitos a risco porque a Prefeitura não renovou o contrato com a empresa que cuidava da segurança. E o pior é que nem deu explicações sobre o que de fato teria ocorrido."

A reportagem enviou questionamentos à Secretaria de Comunicação, mas foi informada de que "a Secretaria da Administração, que tem conhecimento da demanda, não se pronunciou, apesar de ter sido avisada".

O Cruzeiro do Sul quis saber por que a prestação do serviço terminou, por que outra empresa não foi contratada, se haverá esquema emergencial para garantir a segurança dos usuários, quanto era gasto com o serviço e quanto deverá ser gasto numa próxima etapa.

Na nota, a Secom apenas diz quantos atendimentos são realizados e a localização dos PAs: os dos bairros Laranjeiras, Brigadeiro Tobias e Éden. Todos estão em regiões densamente povoadas e com elevada incidência de criminalidade. "Não podemos aceitar que, além de um atendimento precário e sofrível, a saúde também não disponha de um mínimo de segurança. Estamos todos apreensivos e tememos que algo pior possa acontecer", disse Ismael.

Num giro pelas unidades, a reportagem constatou a presença de Guardas Municipais na UPH da Zona Norte, mas as outras não contavam com aparato de segurança. "Vamos cobrar providências e levar a situação adiante, até que algo seja feito. Não se trata, como possam dizer alguns, de exploração política o que fazemos, mas de lançar um alerta para evitar que algo pior aconteça. O quadro é preocupante, e não dá para assistir a tudo sem ficar indignado."

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