APJ
04/08/12 10:08 - Jundiaí

Três cafetões comandam travestis nas ruas de Jundiaí

Luciana Müller

Reunião do Conseg levantou a situação da prostituição na cidade, sobretudo à relacionada aos travestis

 

 

 

 

 

Os travestis que atuam nas ruas de Jundiaí são comandados por três cafetões. Um desses ´chefes´ estaria relacionado ao tráfico de drogas e de armas, além de os obrigar a usar peças mínimas para atrair a clientela. Essas informações chegaram ao conhecimento dos integrantes do Conselho Municipal de Segurança Barão de Jundiahy (Conseg), no auditório da Associação Comercial Empresarial (ACE) de Jundiaí, durante a reunião do mês, que teve como assunto principal a prostituição na região central de Jundiaí.

O delegado responsável pela área informou que desencadeará investigação para chegar aos nomes dos comandantes do mercado do sexo da cidade, já que a cafetinagem é tipificada como crime, ao contrário da prostituição. O representante de uma comissão de moradores e comerciantes das ruas Senador Fonseca e Zacarias de Góes, o advogado Carlos Eduardo Quadratti, entregou um abaixo-assinado para o presidente do Conseg, João Menandro, com 302 assinaturas de pessoas indignadas com o comércio sexual existente a partir das 20 horas.

As polícias se disseram atadas por prostituição não ser crime. "As famílias se deparam com cenas de sexo na rua, nos carros. Acordam com gritos e brigas. Enquanto para muitos o horário das 20 horas é do início da novela. Para quem mora no Centro, é o início do drama", declara o advogado Quadratti.

Segundo as informações obtidas pelo Conseg, os grupos de travestis que trabalham em Jundiaí são de outras cidades. Dois grupos teriam como cafetões travestis que alugam quartos para os demais. cobrando valores acima do mercado.

De peso - O terceiro grupo, considerado mais pesado, teria como chefe uma mulher, envolvida com o tráfico de drogas e de armas na região. As informações dão conta de que a cafetina alicia travestis decadentes de outras cidades e os ´acolhe´ com moradia, alimentação e refeição. Por conta da dívida, esses rapazes teriam de trabalhar para a mulher, que fiscaliza diariamente os pontos para saber se o comércio está faturando.

Aqueles que não estariam rendendo com o trabalho nas ruas passam a ser escalados para o tráfico de drogas, como forma de pagar a conta. Segundo o delegado titular do 1º DP de Jundiaí, Hamilton de Souza, área onde as ocorrências envolvendo travestis e prostitutas são mais comuns, a informação sobre a cafetinagem será apurada.

"A prostituição em si não é crime. Mas se existe alguém ganhando dinheiro com a prostituição - isso está tipificado no código penal brasileiro - daí passa a ser uma situação prevista na lei e podemos prender a pessoa. Vamos averiguar para chegar aos nomes dessas pessoas", comentou, preferindo não detalhar como será a atuação dos investigadores.

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